[Verse 1]
Quando o chefe tá longe, ele cresce no salão
Peito estufado, dedo em riste, cheio de opinião
Diz que tira a chave na cara, que não teme valentão
Mas basta o chefe aparecer, muda até de expressão
[Pre-Chorus]
A voz dá um nó, a língua sai do trilho
Fica gago, pisca os olhos, perde todo o brilho
[Chorus]
Seis mil, Seis mil, machão de longe, valente no quintal
Perto do chefe vira codorna, manso e cordial
Baba ovo do Língua Preta, faz fuxico sem parar
Pergunta onde os outros estão pra não ter que carregar
[Verse 2]
Vai sondando pelos cantos, com jeitinho de espião
“Cê viu fulano por aí? E sicrano, meu irmão?”
Quer saber quem tá na lida, quem escapou do batidão
Pra acochambrar de novo e aliviar sua missão
[Pre-Chorus]
Mas se o chefe chama, já começa o tropeção
Sai um “sim senhor” baixinho, quase sem respiração
[Chorus]
Seis mil, Seis mil, machão de longe, valente no quintal
Perto do chefe vira codorna, manso e cordial
Baba ovo do Língua Preta, faz fuxico sem parar
Pergunta onde os outros estão pra não ter que carregar
[Bridge]
Lá no fundo ele sabe, já virou tradição
Fala grosso no caminho, afina na reunião
Se o serviço vem chegando, ele some devagar
Mas se o chefe olha em volta, tá na frente pra agradar
[Final Chorus]
Seis mil, Seis mil, machão de longe, valente no quintal
Perto do chefe vira codorna, manso e cordial
Baba ovo do Língua Preta, faz fuxico sem parar
Pergunta onde os outros estão pra não ter que carregar
[Outro]
Machão de longe, codorna ao chegar
Seis mil já pergunta: “Quem vai carregar?”