[Intro]
[tantan marcando leve
Cavaco fazendo frase curta]
Subi no elevador
Quase fim de dia
Todo mundo sério
Zero alegria (hein?)
[Verse 1]
Gravata apertando
Sacola da feira na mão
Uma moça cheirosa do lado
Cheiro de limão
Um tio olhando o relógio
Um cara preso no refrão
Do fone vazando sofrência
Clima de concentração
[Chorus]
De repente
Pum no elevador
Silêncio cortando o calor
Olho pra frente
Olho pro chão
Quem foi o artista dessa composição?
De repente
Pum no elevador
Alguém soltou
Ninguém assumiu
Senhor
Segura a risada
Engole o terror
Pum democrático
Geral sentiu o ardor (hey!)
[Verse 2]
Porta fecha
Sobe um andar
O cheiro decide ficar
A moça tenta disfarçar
Puxa o perfume
Começa a espirrar
O tio faz cara de ofensa
Me olha com desconfiança
Eu olho pro teto pedindo
“Deus
Acelera essa andança”
[Chorus]
De repente
Pum no elevador
Silêncio cortando o calor
Olho pra frente
Olho pro chão
Quem foi o artista dessa composição?
De repente
Pum no elevador
Alguém soltou
Ninguém assumiu
Senhor
Segura a risada
Engole o terror
Pum democrático
Geral sentiu o ardor
[Bridge]
[afoxé e pandeiro entram mais forte
Cavaco responde em staccato]
No oitavo entrou mais gente
Coitado mal sabia o clima quente
Fez cara de dúvida no ar
Achando que o prédio tava pra desabar
Eu já vermelho
Suando
O tio quase reclamando
A moça soltou um sorriso
E o povo acabou gargalhando (haha!)
[Chorus]
De repente
Pum no elevador
Todo mundo rindo da dor
Virou assunto
Virou clamor
Cada andar descendo um pouco o pudor
De repente
Pum no elevador
Quebrou o gelo
Quebrou o rancor
No fim do trajeto
Quem diria
Senhor
Mesmo o pum rendeu amizade e bom humor (ô, coisa linda!)