[Intro]
[verso]
O cheiro de graxa e o som das ferramentas
Naquele galpão onde o destino se traçou
Entre peças soltas e mãos cinzentas
Um olhar perdido o meu peito encontrou
Não era o cenário de um filme antigo
Mas foi o começo de um laço fiel
O metal frio virou nosso abrigo
Sob o teto baixo de um céu de aluguel
Trinta dias curtos de um fogo aceso
A vida brotou sem pedir permissão
O susto no peito guardava um peso
Que logo virou nossa maior canção
O ventre crescendo mudou o caminho
A oficina pequena ficou tão maior
Nesse nosso canto fizemos o ninho
Moldando o futuro no nosso suor
[refrão]
Você é a âncora em mar de saudade
O amor que nasceu entre o óleo e o chão
Um laço selado pela eternidade
Na voz do herdeiro do nosso quinhão
O tempo se foi mas a chama persiste
No brilho dos olhos que a gente criou
Amor operário que nunca desiste
No altar da garagem o sim se confirmou
[verso]
As fotos guardadas na caixa de ferro
Retratam o rosto que o tempo marcou
Não há solidão nem existe desterro
Onde a semente do afeto vingou
Lembro do toque da mão calejada
Buscando a minha em sinal de união
Nossa história escrita na estrada cansada
Guardada no fundo do meu coração
[refrão]
Você é a âncora em mar de saudade
O amor que nasceu entre o óleo e o chão
Um laço selado pela eternidade
Na voz do herdeiro do nosso quinhão
O tempo se foi mas a chama persiste
No brilho dos olhos que a gente criou
Amor operário que nunca desiste
No altar da garagem o sim se confirmou
Você é a âncora em mar de saudade
O amor que nasceu entre o óleo e o chão
Um laço selado pela eternidade
Na voz do herdeiro do nosso quinhão
O tempo se foi mas a chama persiste
No brilho dos olhos que a gente criou
Amor operário que nunca desiste
No altar da garagem o sim se confirmou