Verso 1. Brincava na rua até o sol se escondê. Cada novo dia era um jeito de vivê. Pula corda na calçada, taco pelo chão, a felicidade morava no meu coração. Videogame ligado até a noite chegá. Os amigos do lado, sem vontade de pará. Não me cansava de brincá um segundo sequer. A infância era um sonho que eu nem sabia que era. Pré-refrão. Minha mãe me chamava com um sorriso de paz. Meu pai, minhas irmãs, meus avós... que tempo bom demais. Meus tios reunidos, gargalhadas pelo ar, naquele velho quintal, onde aprendi a amar. Refrão. "Ah, se eu pudesse voltá, nem que fosse por um instante só." Pra corrê descalço sem olhá a hora e ouvî minha mãe chamando da porta. Hoje fecho os olhos pra lembrá. E a saudade vem me abraçá. O tempo levou a infância embora, mas nunca levou aquele lar. Verso 2. Hoje em dia, paro e começo a lembrá. De lembranças tão bonitas que me fazem até chorá. Vejo que já não sou mais criança, o tempo passou, mas cada momento ficou dentro de mim. Quanto mais lembro, mais percebo o valor de cada abraço sincero, de cada gesto de amor. Queria voltá no tempo só mais uma vez, pra encontrá meu eu criança e vivê tudo outra vez. Ponte. Sentá na calçada até a noite caí, sem medo do amanhã, só pensando em sorrí. Se eu pudesse dizer ao menino que um dia eu fui: "Guarda cada instante... o tempo passa muito depressa." Refrão final. Ah, se eu pudesse voltá, só para vivê mais uma estação. Brincá de taco, pulá corda sem pará, com um sorriso cheio de emoção. Hoje a saudade virô canção, e cada lembrança aquece o coração. Mesmo que o tempo nunca volte atrás, o amor da minha família vive em mim e viverá para sempre.