OPERAÇÃO RESGATE
Imensa gaivota começa a voar, não bate asas, com seu manto encontrou o equilíbrio, plaina, espalha ar por suas asas frias e cantos.
Somos passageiros da segurança, confiados nas orientações da emergência, não sei se paliativos, utópicos ou subjetivos.
Vamos que vamos, é o salto da inteligência que nos segura sem segurança, pela sustentação do equilíbrio, quem vê não vai, quem quer descer, impossível só na confiança !
Coletes a prova d'água em baixo, máscaras despencam ao seu nariz, cintos afivelados lhe prendem, pra quê não vai a lugar nenhum, apenas o seu destino é viável querer, gente dormindo, outros alegres, uns desconfiados.
Um aviso antecipado, pequena turbulência, daquelas de estrada de chão, calados sem medo demonstrar. Ah! Que estrada longa, sacudindo de um lado a outro, sei não! tem que esperar!
A velocidade lhe conforta e conta o tempo de chegada, não pode apertar o acelerador, já tá embaixo, de repente, o aviso:
Quinze minutos para o pouso, agora o sofrimento falta o unguento.
O pressurização usada penetrou nos meus ouvidos, já não ouço, apenas vozes ao longe.
Tento o ar expulsar, apertar o nariz e fechar a boca, estalos descortinando as profundezas auriculares, deixa-me tonto sem saída até pousar!!! ah! Que beleza.
Sempre assim a caipirinha tem sempre que espremer limões ao meio, ou omeletes pra quebrar os ovos, ah! depois eu me distonteio! Quer viajar pelo ar tem que aguentar!
DOURA/GOIANO RUMO AO MAR