(verso 1)
orvalho da manhã molhando os meus pés
morros e matas mostrando quem tu és
longe do asfalto, do controle e do padrão
onde a cidade tenta ditar nossa direção
aqui o silêncio é quem fala mais alto
e o meu peito finalmente sai do sobressalto
(refrão)
essa minha fuga não é falta de opção
é a minha escolha, é a minha opinião
onde o sol bate e abastece o meu ser
no compasso da terra que me faz crescer
encontrei a paz de espírito que eu tanto quis
onde a alma respira e se sente feliz
(verso 2)
o canto dos pássaros começa a ecoar
a mãe natureza vem me contemplar
sem objeções, sem julgamento pra escutar
só o vento soprando pra me acalmar
no som desse mato eu consigo ouvir
a voz de Deus e o meu próprio existir
(ponte)
deixei o barulho das buzinas pra trás
pra me perder no que me traz paz
minha verdadeira voz não tá na rede social
ela tá aqui, nesse silêncio real
(outro)
sons que curam, que me trazem pro agora...
a pressa da cidade eu deixei lá fora.
***
É que minhas razões não seja nada os sonhos sempre foram minhas fugas memórias perdida sem sentidos mais juntas pra mim formam músicas