[Intro]
[Verse]
Nas terras de Micenas o destino se traçou
O herdeiro da linhagem que a rainha desprezou
Pela culpa do veneno que o sangue carregou
O gigante ajoelhado ao serviço se entregou
Primeiro veio a fera com o couro de metal
No Vale de Nemeia o sufoco foi real
A força bruta nua sem espada ou sem punhal
Tirou a pele invicta pra vencer o próprio mal
[Verse]
Pântanos de Lerna onde o hálito é veneno
Nove cabeças brotam no terreno mais ameno
O ferro em brasa corta o pescoço tão pequeno
Pra que o monstro se cale sob o céu azul sereno
Correndo pelas matas um ano sem descanso
A corça de Cerineia não conhece o lado manso
Pés de bronze velozes num eterno balanço
Capturada viva no limite do cansaço
[Chorus]
A glória que se escreve com o suor e com a dor
A fera se curvando diante do seu senhor
Doze passos longos sob o sol abrasador
Pra limpar o nome e provar o seu valor
O peso deste mundo sobre os ombros repousou
A estrela mais brilhante que no Olimpo se fixou
[Bridge]
Jardins das Hespérides maçãs de puro ouro
Enganando o Titã pra roubar esse tesouro
Cérbero rosnando no portão do sorvedouro
O herói desce ao abismo pra findar o choro
Limpando os estábulos com a fúria da corrente
Domando os cavalos que devoram toda gente
Cinto de Hipólita roubado do oriente
O mito se agiganta na memória da semente
[Verse]
O javali do monte foi pego na nevasca
Aves de Estinfalo com o bico feito lasca
Touro de Creta morde a areia que descasca
Gado de Gerião o herói enfim arreia e masca
Lutando contra o fado que a deusa lhe impôs
A redenção sagrada veio logo depois
O homem que era besta e que a alma decompôs
Agora vive eterno entre os grandes e nós dois
[Chorus]
A glória que se escreve com o suor e com a dor
A fera se curvando diante do seu senhor
Doze passos longos sob o sol abrasador
Pra limpar o nome e provar o seu valor
O peso deste mundo sobre os ombros repousou
A estrela mais brilhante que no Olimpo se fixou
[Outro]