[Intro]
[Verse]
Ando pelas ruas de paralelepípedos velhos
Onde o sol desenhava sombras no muro de cal
O gosto da amora colhida no pé do vizinho
Ainda perfuma o silêncio do meu quintal
Lembro da camisa de linho que o tempo gastou
E das cartas guardadas no fundo da gaveta
[Pre-Chorus]
O vento carrega o cheiro da chuva chegando
Aquelas tardes de domingo que não voltam mais
Onde o relógio da sala era o único dono do chão
[Chorus]
Ah, essa saudade que aperta o peito sem pressa
Um retrato desbotado de uma infância que foge
Procuro nos olhos de estranhos o brilho de outrora
Caminho sozinho guardando o que o coração colhe
O ontem é um porto que a maré teima em levar
[Verse]
As bicicletas jogadas na grama do parque
O grito distante chamando pra mesa do jantar
O rádio de pilha contava histórias do mundo
Enquanto a gente inventava um jeito de voar
As chaves de casa penduradas num prego qualquer
[Pre-Chorus]
O vento carrega o cheiro da chuva chegando
Aquelas tardes de domingo que não voltam mais
Onde o relógio da sala era o único dono do chão
[Chorus]
Ah, essa saudade que aperta o peito sem pressa
Um retrato desbotado de uma infância que foge
Procuro nos olhos de estranhos o brilho de outrora
Caminho sozinho guardando o que o coração colhe
O ontem é um porto que a maré teima em levar
[Bridge]
Se eu pudesse tocar a maçaneta daquela porta
E sentir o calor do café coado na hora
Eu diria pro menino que o futuro é apenas fumaça
E que a verdadeira riqueza é o que a gente demora
[Chorus]
Ah, essa saudade que aperta o peito sem pressa
Um retrato desbotado de uma infância que foge
Procuro nos olhos de estranhos o brilho de outrora
Caminho sozinho guardando o que o coração colhe
O ontem é um porto que a maré teima em levar
[Chorus]
Ah, essa saudade que aperta o peito sem pressa
Um retrato desbotado de uma infância que foge
Procuro nos olhos de estranhos o brilho de outrora
Caminho sozinho guardando o que o coração colhe
O ontem é um porto que a maré teima em levar
[Outro]