[Introdução]
Quando a luz e as trevas disputam o céu, Quando reis e impérios desejam vencer, Nós permanecemos entre os extremos, Observando os ciclos acontecer.
Não somos heróis nem conquistadores, Não buscamos glória ou devoção, Somos aqueles que sustentam O delicado peso da criação.
[A Justiça]
Eu sou a balança eterna, A verdade que ninguém ocultou, Não vejo coroas nem títulos, Vejo apenas o que cada um semeou.
Minhas mãos não carregam ódio, Nem prazer em condenar, Pois toda escolha feita hoje Um dia irá retornar.
[O Eremita]
Eu caminho sozinho há eras, Com minha lanterna a brilhar, Pois quem deseja entender o mundo Primeiro deve se encontrar.
Nos salões dos reis não habito, Nem nos campos da vaidade, Eu busco a sabedoria escondida Por trás de cada verdade.
[A Roda da Fortuna]
Eu sou o giro do destino, O eterno subir e cair, Nenhuma alegria é eterna, Nenhuma dor veio para ficar aqui.
Vi impérios virarem cinzas, Vi mendigos se tornarem reis, Pois tudo que nasce no tempo Retorna aos seus próprios caminhos outra vez.
[O Julgamento]
Eu sou a trombeta distante, A voz que desperta os adormecidos, O chamado que ninguém escapa, Nem os fortes, nem os esquecidos.
Quando meu eco atravessa os céus, As máscaras começam a cair, E cada alma encontra o reflexo Daquilo que escolheu construir.
[O Mundo]
Eu sou o círculo completo, O fim que também é começo, A soma de cada jornada, De cada vitória e tropeço.
Todas as estradas se encontram, Todas as histórias vão convergir, Pois nada realmente termina, Tudo continua a existir.
[Refrão – Todos]
Nós somos os Guardiões do Equilíbrio!
Nem luz... Nem escuridão...
Nem ordem absoluta... Nem destruição...
Somos a ponte entre os extremos, A força que mantém a criação, Enquanto o universo respirar, Guardaremos sua direção.
[Ponte]
A Justiça pesa os atos.
O Eremita busca a razão.
A Fortuna move os ciclos.
O Julgamento desperta o coração.
E o Mundo observa tudo, Do primeiro ao último segundo, Enquanto os fios invisíveis Tecem o destino do mundo.
[Final Épico]
Quando os sóis se apagarem, E as estrelas deixarem de brilhar, Quando as eras forem esquecidas, E os oceanos deixarem de cantar,
Nós ainda estaremos aqui, Entre o início e o fim, Guardando o equilíbrio eterno Que vive dentro de cada ser.
Pois a criação não sobrevive Somente pela luz ou pela escuridão...
Ela sobrevive...
Pelo equilíbrio.