Sou de 1960. E, todos os dias, quando acordo, ainda me pego com o pensamento de um moleque cheio de sonhos.
O tempo passou, muitas histórias foram vividas, algumas batalhas foram vencidas, outras deixaram marcas. Mas existe algo que o tempo não conseguiu mudar: a vontade de viver.
Ainda tenho sonhos, planos e aquela inquietação de quem não nasceu para ficar parado. Quero conhecer lugares, fazer coisas novas, aprender, criar, viajar, rir, comemorar e transformar vontades em realidade.
Talvez o corpo já carregue as marcas do tempo, mas a cabeça continua cheia de ideias e o coração continua querendo experimentar a vida.
Hoje entendo que não preciso esperar por amanhã para começar. O melhor momento é aquele que estou vivendo agora.
Sou de 1960, mas dentro de mim ainda existe aquele moleque que olha para o futuro com brilho nos olhos e pensa: “Ainda tenho muita coisa para viver.”
E tenho mesmo.
Enquanto houver vontade, haverá caminho. Enquanto houver sonhos, haverá motivos para continuar.
A vida não acabou. Pelo contrário: ainda quero viver muita coisa que nem sequer sonhei.