[INTRODUÇÃO — voz grave, instrumental sombrio]
Presta atenção!
Nem tudo que parece paz é tranquilidade...
Tem mãe sorrindo por fora,
Mas chorando de verdade!
Tem pai procurando uma saída,
Mas se afundando na própria dor.
Tem criança pedindo um futuro
Num mundo que esqueceu o amor!
E é por isso que eu não vou me calar!
[REFRÃO — voz forte, batida marcante]
Os sorrisos das crianças
São o que me dá esperança!
De acreditar, de continuar,
Na luta por mudança!
Mesmo quando a realidade
Tenta a nossa fé quebrar,
Enquanto houver uma criança,
Eu não vou deixar de lutar!
Os sorrisos das crianças
São o que me dá esperança!
Não vou me calar, não vou recuar,
Ainda há motivos pra lutar!
[VERSO 1 — flow firme, aumentando a intensidade]
Me arrepio quando vejo uma mãe desesperada,
Carregando o peso do mundo, mas não fala quase nada.
Esconde o choro, disfarça a dor,
Dá o último pedaço e ainda pergunta se o filho se alimentou.
Quantas noites sem dormir, quantas contas pra pagar?
Quantas vezes ela chora sem ninguém pra escutar?
Por trás daquele sorriso existe uma guerra escondida,
Uma mulher enfrentando o mundo pra proteger uma vida.
E me diz: quem vê a lágrima que escorre no banheiro?
Quem conhece o sofrimento de quem luta o mês inteiro?
Quem enxerga o desespero por trás da maquiagem?
Quem pergunta pra essa mãe se ela aguenta a caminhada?
Não basta falar de amor quando a dor bate à porta,
Não basta prometer futuro pra quem já perdeu as contas.
Criança não quer discurso, quer ter oportunidade,
Quer comida sobre a mesa, quer respeito e dignidade!
[REFRÃO — batida mais pesada]
Os sorrisos das crianças
São o que me dá esperança!
De acreditar, de continuar,
Na luta por mudança!
Não quero ver mãe chorando,
Nem criança sem sonhar!
Se o futuro está nas mãos delas,
Por que não vamos cuidar?
[VERSO 2 — flow acelerado, tom de indignação]
Também fico indignado quando vejo um pai embriagado,
Procurando uma saída num caminho equivocado.
Talvez carregue tanta dor que não consegue explicar,
Mas a bebida promete alívio e depois volta a machucar.
Não é passando pano, nem julgando a situação,
É entender que existe sofrimento por trás de uma decisão.
Tem quem precise de um abraço, tem quem precise de ajuda,
Mas não existe cura quando a própria dor nos afunda.
Eu conheço essas estradas, já caminhei nesse chão,
Já bebi água amaldiçoada, já provei desilusão.
Saciava minha fome com o pão que o diabo amassava,
Quanto mais eu procurava, mais a paz se distanciava.
Mas comecei a observar tudo aquilo que me derrubava,
Vi que certas companhias minha força consumiam.
Abri os olhos, disse não, decidi mudar a direção,
Nem todo mundo que te abraça quer o bem do teu coração!
[PONTE — instrumental reduzido, voz grave]
E sabe o que mais dói?
Quando você diz sim,
Todo mundo está presente.
Mas quando você diz não,
Você conhece quem é quem!
[VERSO 3 — explosão de flow, protesto direto]
Quando eu negava, alguns se afastavam,
foi que acordei