Não foi em mármore, nem torres de alto preço
Que o Mestre quis firmar o Seu endereço
Ele não buscou o ouro do altar, nem a lei do farol
Mas o chão da estrada, sob a luz do sol
Partiu o pão na mesa, sem cerimônia ou dor
Um brinde de entrega, um gesto de amor.
(Pré-Refrão)
Não é ritual, não é troca, nem barganha
A Graça é o caminho que a alma ganha
O que foi consumado, ninguém precisa completar
É presente que se ganha só por aceitar.
(Refrão)
A verdadeira igreja é o gesto, a entrega e o perdão
É ver o irmão ferido e estender a mão
Não está no tijolo, não está na arquitetura
Está no "Ide" de Cristo, na vida que perdura
Quem se esconde no templo, esquece o "pequenino"
Mas é no olhar do aflito que eu sinto o Divino.
(Verso 2)
Ele disse "Ide!", um verbo que clama movimento
Não o "vinde" pra bolha, onde se guarda o sentimento
De que adianta a reza, o sacrifício e o monte
Se a sede do vizinho não encontra a fonte?
O "apartai-vos" ecoa pra quem ostenta o nome
Mas vira o rosto pro irmão que chora e que tem fome.
(Refrão)
A verdadeira igreja é o gesto, a entrega e o perdão
É ver o irmão ferido e estender a mão
Não está no tijolo, não está na arquitetura
Está no "Ide" de Cristo, na vida que perdura
Quem se esconde no templo, esquece o "pequenino"
Mas é no olhar do aflito que eu sinto o Divino.
(Ponte - Com mais intensidade)
O véu se partiu, o caminho está aberto
Deus não vive em pedra, Ele vive aqui por perto
Na simplicidade, na falta de ambição
Onde a salvação é Graça, e o resto é só canção!
A religião é o esforço de quem tenta alcançar
O Evangelho é o Mestre...
Que desceu para nos abraçar.