«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»
Então os soldados do governador levaram Jesus ao pretório e reuniram em volta dele toda a coorte. Despindo-o, puseram sobre ele um manto escarlate. Trançaram uma coroa de espinhos, colocaram-na sobre a sua cabeça e puseram uma cana em sua mão direita. Depois, ajoelhando-se diante dele, zombavam, dizendo: «Salve, Rei dos judeus!» Cuspiam nele, tomavam a cana e batiam-lhe na cabeça. Depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe o manto, vestiram-lhe as suas próprias roupas e o levaram para ser crucificado.
«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»
Chegando a um lugar chamado Gólgota, que significa «Lugar da Caveira», deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas Jesus, provando-o, não quis beber. Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes, lançando sortes; e, sentados, o guardavam. Por cima da sua cabeça colocaram a acusação escrita:
ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.
«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»
Os que passavam blasfemavam contra ele, meneando a cabeça. Da mesma forma, os principais sacerdotes, juntamente com os escribas e os anciãos, zombavam dele, dizendo: «Confiou em Deus; que Deus o livre agora, se realmente se agrada dele, pois disse: ‘Sou Filho de Deus’.»
«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»
Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra, até à hora nona. Perto da hora nona, Jesus clamou em alta voz:
«Eli, Eli, lamá sabactâni?», isto é: «Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?»
«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»
E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu, as rochas se fenderam. O centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o terremoto e tudo o que havia acontecido, ficaram profundamente atemorizados e disseram:
«Verdadeiramente este era o Filho de Deus.»
«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.»
Pilatos também mandou colocar uma inscrição na cruz. Nela estava escrito:
JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.