[Intro]
[Verse]
O martelo fere o feltro com fúria contida
Oitavas saltam como chispas na arena gélida
Um duelo de marfim sob o teto da catedral
Onde o silêncio se curva perante o metal
As teclas pretas desenham o abismo imenso
Onde o fôlego se perde em um torpor denso
[Verse]
A crina do arco corta o ar como uma navalha
O vulto de madeira curva-se mas nunca falha
Quatro cordas que gritam um lamento agudo
Desafiando o peso do gigante absoluto
O verniz brilha sob a luz de mil candeeiros
Enquanto os dedos correm como dois prisioneiros
[Chorus]
As notas colidem num impacto de luz e sombra
O chão estremece enquanto a melodia te assombra
Não há trégua no balé das mãos em pleno voo
Onde a razão se perde no que o som libertou
É o choque de astros em uma dança imortal
A batalha suprema na escala celestial
[Chorus]
As notas colidem num impacto de luz e sombra
O chão estremece enquanto a melodia te assombra
Não há trégua no balé das mãos em pleno voo
Onde a razão se perde no que o som libertou
É o choque de astros em uma dança imortal
A batalha suprema na escala celestial
[Bridge]
Um repouso súbito num acorde suspenso no vácuo
Onde a tensão se acumula num último pacto
O piano murmura um segredo de eras passadas
O violino responde com chamas jamais apagadas
O tempo para no ápice da corda esticada
Antes que a força final seja enfim libertada
[Verse]
A tempestade de arpejos inunda o recinto
Onde o instinto domina o que antes foi distinto
A caixa de ressonância abriga um vendaval
Que arrasta a alma por um caminho vertical
Suor e madeira em uma união desesperada
Pelo domínio da última oitava alcançada
[Verse]
As cordas de aço sustentam o peso da queda
Enquanto o arco se desgasta na última moeda
O mestre do ritmo enfrenta o dono do canto
Nesse campo de guerra coberto de espanto
A arquitetura do som se desfaz no horizonte
Bebendo a coragem diretamente da fonte
[Chorus]
As notas colidem num impacto de luz e sombra
O chão estremece enquanto a melodia te assombra
Não há trégua no balé das mãos em pleno voo
Onde a razão se perde no que o som libertou
É o choque de astros em uma dança imortal
A batalha suprema na escala celestial
[Chorus]
As notas colidem num impacto de luz e sombra
O chão estremece enquanto a melodia te assombra
Não há trégua no balé das mãos em pleno voo
Onde a razão se perde no que o som libertou
É o choque de astros em uma dança imortal
A batalha suprema na escala celestial
[Outro]