[Verse]
A garrafa está quase no fim.
O relógio parou de contar.
Procuro você no jardim,
Mas não sobrou lugar.
Eu te dei o que eu não tinha,
Tirei do peito o meu chão.
Agora a casa é só minha,
E a tua é a solidão.
[Chorus]
Arde como álcool no corte.
Queima de um jeito ruim.
Um amor que me deixa sem sorte.
Arde como álcool no corte.
Dói ver você tão distante.
Dói ver o fim desse jeito.
O vazio é um mar gigante.
Arde como álcool no corte.
[Verse]
O silêncio é um grito no quarto.
Onde a gente nunca se deu.
Eu confesso que ando farto,
De ser quem mais se perdeu.
Você nunca sentiu o peso,
De amar sem ter o retorno.
Fiquei no escuro, aqui preso,
Nesse gelo que não traz morno.
[Chorus]
Arde como álcool no corte.
Queima de um jeito ruim.
Um amor que me deixa sem sorte.
Arde como álcool no corte.
Dói ver você tão distante.
Dói ver o fim desse jeito.
O vazio é um mar gigante.
Arde como álcool no corte.
[Bridge]
Joguei as cartas na mesa.
Apostei no que era ilusão.
Agora a única certeza,
É esse resto de pão no chão.
[Chorus]
Arde como álcool no corte.
Queima de um jeito ruim.
Um amor que me deixa sem sorte.
Arde como álcool no corte.
Dói ver você tão distante.
Dói ver o fim desse jeito.
O vazio é um mar gigante.
Arde como álcool no corte.
[Outro]
Só o resto da bebida.
Só a ferida que não fecha.
Arde...
Tão só.