(Introdução – Ponteado de viola de pinho)
(Verso 1)
Sexta-feira, fim da tarde, já liguei o caminhão,
A tralha toda arrumada, rumo ao velho ribeirão.
A poeira sobe alto, o rádio canta um modão,
Quem nasceu pra vida simples leva a paz no coração.
Na caçamba vai a rede, o fogareiro e o anzol,
E a vontade de pescar até nascer o sol.
(Verso 2)
Cheguei no acampamento, acendi logo o fogão,
Da marvada eu dei um gole pra alegrar o coração.
A canoa foi pra água, o rio começou a falar,
Cada remada era um sonho que Deus mandou realizar.
O primeiro peixe bateu e a emoção tomou conta,
Vida boa desse jeito nem dinheiro compra.
(Pré-Refrão)
Do meu lado a morena, sorriso de apaixonar,
Mulher que gosta de pesca é difícil de encontrar.
Enquanto o fogo estalava iluminando o sertão,
A viola foi chorando uma moda de paixão.
(Refrão)
É pinga no copo, peixe na linha,
A viola chorando e a morena juntinha.
O motor ronca forte levantando poeirão,
Mas o que acelera mesmo é meu velho coração.
Se riqueza é ter dinheiro, pode ficar pra quem quiser...
Eu fico com meu rio, minha viola e minha mulher!
(Verso 3)
Quando a lua apareceu clareando o capinzal,
O silêncio foi quebrado pelo canto do pardal.
A fogueira aquecendo, o café no bule a ferver,
Foi ali que eu agradeci tudo que a vida me deu pra viver.
Não existe luxo algum que compre essa emoção,
De acordar com um peixe e Deus no coração.
(Ponte)
A cidade tem barulho, tem dinheiro e ilusão,
Mas felicidade de verdade mora longe da ambição.
É no cheiro da madeira, no barulho do anzol,
Na viola afinadinha e no nascer do sol.
(Refrão Final)
É pinga no copo, peixe na linha,
A viola chorando e a morena juntinha.
O motor ronca forte levantando poeirão,
Mas o que acelera mesmo é meu velho coração.
Se riqueza é ter dinheiro, pode ficar pra quem quiser...
Eu fico com meu rio, minha viola e minha mulher!
(Final)
Enquanto Deus me der saúde e o rio continuar,
Nunca vai faltar motivo pra sorrir e pra cantar.
Segura, violeiro...
Que essa moda vai ficar na memória do pescador!