PLUMA D'ALMA
(Gênero: MPB Pop)
(Introdução)
(Um dedilhado de violão moderno, com uma batida leve e constante que dita o ritmo do coração).
[Verso 1]
A vida quando se despede é pena e dó
O vento que carrega o que restou do nó
Leva pra longe, pro infinito, com os seus ritos
Pro céu ou pro incerto, em caminhos bonitos
Todo mundo opina, todo mundo dá palpite
Mas só a fé sabe o certo onde a alma reside
[Verso 2]
É um dó ver o tempo que vira poeira
Na guerra da vida, nessa correria
Quem está lá voa sem dó, vai antes da hora
Mas o sentimento é o dó de quem chora agora
A pena vira pluma, vira alma que voa
O sopro do infinito que a terra abençoa
[Refrão]
O Dó é a lembrança que fica todo dia
Mas é também a nota que encerra a melodia
Escuta esse tom que silencia e consome...
É o som da vida que aos poucos... some.
A pena é leve, a alma é pluma
No fim dessa estrada, não resta nenhuma.
[Verso 3]
É redundância ter medo de ir embora
É como nascer, não tem dia nem hora
Basta pensar, desatar esse nó
O que importa é partir sem sofrer, ser maior
Olha a pipa que sobe no céu e vai...
Com a mala vazia enquanto o corpo cai.
[Ponte]
Esse dó não é dor, esse dó é descanso
Pra quem foi paciente e aceitou o remanso
A névoa não leva peso, o que tinha passou
Tudo o que restou foi o amor que ficou.
[Refrão]
O Dó é a lembrança que fica todo dia
Mas é também a nota que encerra a melodia
Escuta esse tom que silencia e consome...
É o som da vida que aos poucos... some.
A pena é leve, a alma é pluma
No fim dessa estrada, não resta nenhuma.
[Outro / Encerramento]
(A batida para por completo. Fica apenas o violão sustentando o acorde final).
Um dia tudo vira pena...
Leve como a névoa, cena por cena.
O tom silencia... o som consome...
E no infinito, o Dó... some.
(A voz sussurra, sumindo junto com o eco do violão)
Doura... Lino... que vai...
(Silêncio absoluto)