[Intro]
[Verse]
O relógio na parede ainda marca aquele inverno
Quando o café esfriava entre as nossas mãos vazias
Você usava aquele casaco de lã azul marinho
E o silêncio preenchia o espaço que a voz não queria
Olhei pela janela e vi o mundo girar mais lento
Enquanto a poeira dançava no feixe de luz da sala
Guardei cada detalhe como quem guarda um segredo
A curva do seu sorriso que aos poucos se calava
[Chorus]
É o tempo que insiste em curar o que não tem remédio
Um rastro de saudade deixado no portão de ferro
Fomos dois barcos perdidos num mar de memórias
Escrevendo com pressa o fim das nossas histórias
O que ficou de nós dorme agora no fundo da gaveta
Um mapa rasgado de uma saudade incompleta
[Verse]
Andei pelas ruas onde o sol costumava nos encontrar
As árvores cresceram e a pintura do muro descascou
Ainda sinto o perfume das flores que você trazia
Mesmo que o vento tenha levado o que a gente sonhou
Tento lembrar do timbre exato da sua risada livre
Mas a distância é um muro que o pensamento não pula
Ficamos presos em fotos que o amarelado consome
Enquanto o destino de cada um de nós se acumula
[Chorus]
É o tempo que insiste em curar o que não tem remédio
Um rastro de saudade deixado no portão de ferro
Fomos dois barcos perdidos num mar de memórias
Escrevendo com pressa o fim das nossas histórias
O que ficou de nós dorme agora no fundo da gaveta
Um mapa rasgado de uma saudade incompleta
[Chorus]
É o tempo que insiste em curar o que não tem remédio
Um rastro de saudade deixado no portão de ferro
Fomos dois barcos perdidos num mar de memórias
Escrevendo com pressa o fim das nossas histórias
O que ficou de nós dorme agora no fundo da gaveta
Um mapa rasgado de uma saudade incompleta
[Outro]