QUANDO O MUNDO VIROU DO AVESSO
[Intro: violão dedilhado suave.]
Tem algo fora do lugar...
Ou sempre foi assim?
A gente oferece o que tem de bonito
E nem sempre recebe carinho no fim.
[Verso 1: voz suave, violão lento.]
Que mundo estranho é esse em que a gente vive,
Onde demonstrar parece se arriscar?
Quem chega com carinho se afasta,
Cansado de tentar se aproximar.
Quem mantém distância vira mistério,
E desperta atenção.
Desde quando confundimos ausência
Com quem merece o coração?
[Pré-refrão: voz cresce, violão ganha ritmo.]
Talvez o mundo tenha endurecido,
Talvez a vida ensinou assim.
Mas se todos esconderem o que sentem,
Quem deixará o carinho chegar enfim?
[Refrão: voz expressiva, violão marcado.]
Quando foi que o mundo virou do avesso?
Quando sentir virou fraqueza?
Por que fugir do que é sincero
E chamar de conquista a incerteza?
Estar no jogo também cansa,
Não é motivo pra desacreditar.
A vida exige força demais,
Não precisamos fingir pra conquistar.
[Verso 2: voz serena, violão suave.]
Tem quem se feche depois de uma queda,
Quem não confie depois de perder.
Quem prefira nunca arriscar de novo
A juntar os pedaços pra se refazer.
Não conheço a história de ninguém,
Nem sei que tempestade enfrentou.
A dor explica algumas defesas,
Mas não decide quem a gente se tornou.
[Pré-refrão: voz firme, violão crescente.]
Ninguém é obrigado a sentir igual,
Nem prometer o que não pode dar.
Há diferença entre não corresponder
E simplesmente não conversar.
[Refrão: voz intensa, violão marcado.]
Quando foi que o mundo virou do avesso?
Quando sentir virou fraqueza?
Por que fugir do que é sincero
E chamar de conquista a incerteza?
Estar no jogo também cansa,
Não é motivo pra desacreditar.
A vida exige força demais,
Não precisamos fingir pra conquistar.
[Parte íntima: voz suave.]
A gente cansa, porque é gente,
Até ser forte tem seu preço.
Quem entra no jogo da vida sente,
Mesmo sem entender o endereço.
Nem todo jogo tem reciprocidade,
Nem toda entrega encontra outra mão.
Deixar de ser sincero
Seria deixar o mundo vencer meu coração.
[Ponte: voz quase conversada, violão delicado.]
Não quero vencer ninguém,
Nem transformar tudo em competição.
Não quero ser ausência pra dar saudade,
Nem usar silêncio pra chamar atenção.
Quero ter coragem de ser quem sou,
Mesmo se o mundo disser que não convém.
Permanecer de pé também é força,
Mas não preciso endurecer pra ficar bem.
[Refrão final: voz intensa, violão firme.]
Quando foi que o mundo virou do avesso?
Quem ensinou a esconder o coração?
Buscamos respostas pela vida
E esquecemos de oferecer compreensão.
Estar no jogo também cansa,
Mas não quero deixar de sentir.
Se a vida me ensinar a ser mais forte,
Que não me ensine a deixar de ser quem sou.
[Final: voz suave, violão delicado.]
Nem toda batalha pede plateia,
Nem toda ferida precisa aparecer.
Ainda existe beleza em compreender.
O mundo pode ter virado do avesso...
Eu não preciso virar também.
[Final instrumental: violão suave.]