Quando te vi, jurei que era amor,
Como quem encontra abrigo depois da dor.
Mudei meu mundo para caber no seu,
Sem perceber que aos poucos eu deixava de ser eu.
Vivi seus sonhos como se fossem meus,
Acreditei nos sinais, agradeci aos céus.
Te daria a lua se você me pedisse,
E qualquer estrela que o seu olhar quisesse.
Mas dei mais que isso, dei meu coração,
Entreguei minha alma sem nenhuma condição.
Construí castelos sobre promessas ao vento,
E fiz da sua presença o meu único alimento.
Hoje restam lágrimas espalhadas pelo chão,
E um silêncio que aperta forte o peito e a razão.
Nem sei se consigo amar novamente um dia,
Pois tudo em mim ainda sangra a sua partida.
Acordo na madrugada sentindo o seu cheiro,
Como lembrança viva percorrendo meu travesseiro.
Você é como uma droga que eu sei que me destrói,
Mas a saudade é um vício que meu coração não corrói.
Eu sei que me faz mal, eu sei que devo partir,
Mas ainda há pedaços seus que insistem em existir.
E mesmo quebrado, tentando me reconstruir,
Meu corpo ainda procura o calor que perdeu ao te ver partir.
Talvez o tempo me ensine a respirar sem você,
A recolher os pedaços e voltar a florescer.
Mas hoje sou apenas alguém tentando entender,
Como um amor tão bonito pôde tanto me doer.