QUEM É VOCÊ QUANDO NINGUÉM VÊ?
[INTRO — VIOLÃO COM RITMO]
[VERSO 1]
Eu vejo um homem,
mas será que vejo quem você é?
Eu vejo o homem sério,
de postura, reservado,
alguém que parece viver
sempre tão concentrado.
Eu vejo quem trabalha,
quem passa e segue o caminho,
e talvez tenha sido isso
que eu enxerguei primeiro.
Mas quem é você
quando ninguém está olhando?
[PRÉ-REFRÃO — CRESCENDO]
Porque eu conheço
só aquilo que você deixa aparecer.
E talvez exista muito mais
do que eu consigo perceber.
[REFRÃO — MARCANTE E ABERTO]
Quem é você
quando não precisa parecer?
É quem eu pensei que fosse?
É quem eu consegui perceber?
Ou existe um outro lado
que eu nunca consegui enxergar?
Quem é você
quando ninguém vê?
[VERSO 2]
Um dia eu descobri
que talvez você também sorria.
Que entre os seus amigos
exista uma outra versão sua.
Um homem que brinca,
que ri, que talvez seja travesso.
E eu pensei:
Eu nunca imaginei você assim.
Talvez porque eu só conheça
a versão que aparece diante de mim.
[PRÉ-REFRÃO — MAIS INTENSO]
E depois chegam histórias,
versões que eu não sei confirmar.
Coisas que eu nunca vi,
mas que mesmo assim
conseguiram me alcançar.
E algumas delas
me fizeram até entristecer.
Não porque eu quisesse saber...
mas porque eu soube.
[REFRÃO — MAIS FORTE]
Quem é você
quando ninguém está olhando?
Quem é você
quando não precisa parecer?
É o homem sério que eu vejo?
É o sorriso que eu nunca conheci?
É quem dizem que você é?
Ou é alguém que eu ainda não vi?
Quem é você
quando ninguém vê?
[PONTE — ÍNTIMA, CRESCENDO]
E se um dia eu descobrir
quem você é de verdade?
Será que a admiração fica
ou vai embora junto com a verdade?
Porque eu admiro
aquilo que conheço de você.
Mas e tudo aquilo
que eu ainda não conheço?
Uma parte chegou até mim
e me fez até entristecer.
E existe outra parte
que eu nunca ouvi,
nunca vi,
nunca conheci.
Então eu me pergunto...
Se um dia eu descobrir
todos os seus lados,
pra onde vai
a admiração que eu tenho hoje?
Será que ela permanece?
Ou será que eu descobri
que admirava apenas
a versão que eu conseguia enxergar?
[REFRÃO FINAL — MAIS ABERTO]
Quem é você
quando ninguém está olhando?
Quem é você
quando não precisa parecer?
É o homem que eu imaginei?
É aquele que os outros dizem conhecer?
Ou existem tantos lados seus
que eu nunca vou saber?
Quem é você
quando ninguém vê?
Quem é você
quando ninguém está olhando?
[FINAL — VOZ E VIOLÃO]
Talvez eu nunca saiba.
Talvez nem precise saber.
Mas se um dia eu descobrir...
eu só espero não descobrir
que a pessoa que eu admirava
nunca existiu.
[PAUSA]
Quem é você...
quando ninguém vê?