[Verso 1]
No terreiro o dia acorda devagar
Cheiro de café, passarinho a chamar
Meu avô na varanda afina o violão
E a estrada de poeira conhece meu chão
[Pré-Refrão]
Cada porteira guarda uma história antiga
Cada mão calejada ainda planta vida
[Refrão]
Trago o sertão no peito, no jeito de olhar
Raiz que nem o tempo consegue arrancar
Onde a chuva demora, nasce a esperança
E o coração da gente nunca perde a dança
[Verso 2]
Na feira, o riso corre de banca em banca
Tem milho na palha e viola que encanta
Minha mãe conta casos enquanto o sol cai
E o vento leva a notícia de quem vem e vai
[Pré-Refrão]
Cada caminho me ensina a voltar
Cada lembrança me ajuda a cantar
[Refrão]
Trago o sertão no peito, no jeito de olhar
Raiz que nem o tempo consegue arrancar
Onde a chuva demora, nasce a esperança
E o coração da gente nunca perde a dança
[Ponte]
Se eu for longe, levo comigo
O cheiro da terra, o abraço amigo
Meu lugar me chama, eu sei responder
Tenho raiz, tenho casa pra ver
[Refrão]
Trago o sertão no peito, no jeito de olhar
Raiz que nem o tempo consegue arrancar
Onde a chuva demora, nasce a esperança
E o coração da gente nunca perde a dança
[Outro]
Raiz do sertão, meu jeito de ser
Raiz do sertão, pra sempre em mim viver