[Verso 1]
Rafael Cosmo acorda quando o sol já cansou,
Diz que hoje ia à luta, mas a luta não chamou.
Tem um plano na gaveta, tem outro pra inventar,
E uma rede na varanda pronta pra balançar.
[Verso 2]
Se perguntam do serviço, ele explica com paixão:
“Segunda eu resolvo tudo, hoje é só preparação.”
Terça vira compromisso, quarta é pra descansar,
Na quinta falta coragem, sexta é bom não começar.
[Refrão]
Rafael, rei do sofá, que orgulho de não suar,
Bolsa Família e Vale Gás, certeza pra se escorar.
Conta que o governo paga, como se fosse medalha,
Mas dia vazio não enche a mesa nem resolve a própria falha.
Rafael, tanta desculpa pra tão pouco caminhar,
Quem vive à custa do amparo não devia se gabar.
[Verso 3]
Diz que o mundo está devendo, que ninguém lhe deu valor,
Mas recusa cada chance com um sorriso sonhador.
A manhã passa ligeira, a tarde some no colchão,
E ele chama de destino o que escolheu por decisão.
[Refrão]
Rafael, rei do sofá, que orgulho de não suar,
Bolsa Família e Vale Gás, certeza pra se escorar.
Conta que o governo paga, como se fosse medalha,
Mas dia vazio não enche a mesa nem resolve a própria falha.
Rafael, tanta desculpa pra tão pouco caminhar,
Quem vive à custa do amparo não devia se gabar.
[Ponte]
Ajuda é pra quem precisa, não troféu pra desfilar,
E respeito por quem trabalha também cabe no olhar.
Ainda dá pra abrir a porta, escolher outro roteiro,
Mas o relógio não espera o discurso derradeiro.
[Refrão]
Rafael, rei do sofá, que orgulho de não suar,
Bolsa Família e Vale Gás, certeza pra se escorar.
Conta que o governo paga, como se fosse medalha,
Mas dia vazio não enche a mesa nem resolve a própria falha.
Rafael, tanta desculpa pra tão pouco caminhar,
Quem vive à custa do amparo não devia se gabar.
[Outro]
A rede vai e volta, o dia vai também,
Rafael promete amanhã — e amanhã não vem.