[Intro]
[Verse]
O clarim ecoa entre as bandeirolas coloridas
O chão de barro batido treme sob as botas
A fogueira lambe o céu escuro do sertão
Anunciando que a realeza caminha sobre o feno
Ninguém desvia o olhar desse brilho antigo
[Verse]
O sanfoneiro puxa o fole com o peito aberto
As saias de chita giram como carrosséis de fogo
Há um segredo guardado no balanço das palhas
Uma linhagem de barro e suor se levanta agora
Para saudar o manto que a noite teceu
[Chorus]
É a Corte Real brilhando no meio do terreiro
São João consagra o destino desse povo guerreiro
Majestosa presença que faz o tempo paralisar
Emocionante rastro de luz a nos guiar
Na sagrada dança sob as estrelas do arraiá
[Bridge]
Vem do fundo da alma esse grito de devoção
Tradição que se amarra no laço do coração
Onde o simples se torna banquete de luxo
E o povo se curva ao poder do próprio luxo
A herança vive em cada acorde desse fuxico
[Verse]
As fitas de cetim desenham caminhos no vento
A poeira que sobe é incenso dessa celebração
O milho vira ouro nas mãos da nossa gente
Enquanto a nobreza se veste de alegria pura
Erguendo o estandarte de um reinado sem fim
[Pre-Chorus]
O silêncio se quebra no estalo da madeira acesa
A multidão suspira diante de tanta beleza
O trono de vime espera por sua soberana
[Chorus]
É a Corte Real brilhando no meio do terreiro
São João consagra o destino desse povo guerreiro
Majestosa presença que faz o tempo paralisar
Emocionante rastro de luz a nos guiar
Na coroação da Rainha sob as estrelas do arraiá
[Outro]