[Intro]
[verso]
As portas de carvalho se abrem em um estrondo mudo
O brilho do ouro reflete o silêncio de tudo
A seda arrasta o peso de uma coroa real
Cada passo desenha um rastro de luz magistral
Olhares se curvam perante a soberana visão
O fôlego para no peito de cada cristão
A marcha do tempo parece enfim descansar
Sob o teto pintado onde os anjos vêm observar
O veludo carmesim beija o mármore frio
Ela caminha inundando de vida o vazio
Não é apenas o sangue que dita o poder
É a graça divina que faz o destino valer
[refrão]
Majestosa senhora de um reino em celebração
O salão se torna pequeno pro seu coração
O eco das palmas transborda a alma e a voz
Uma luz que emana e envolve a todos nós
Grandiosa presença que o fado soube tecer
No baile da vida nascida para vencer
[verso]
As colunas sustentam o céu de um império fiel
Cada joia brilha como uma estrela no papel
A música cresce e envolve as paredes de pedra
Onde a nobreza floresce e a virtude se medra
Há uma lágrima oculta de orgulho e paixão
Pela dona do cetro e de toda essa nação
O banquete está posto mas o alimento é o olhar
De um povo que espera apenas seu gesto saudar
Os violinos choram de alegria imensurável
Diante da aura de um ser tão inabalável
A história escreve com tinta de sol e metal
A entrada suprema no palácio monumental
[refrão]
Majestosa senhora de um reino em celebração
O salão se torna pequeno pro seu coração
O eco das palmas transborda a alma e a voz
Uma luz que emana e envolve a todos nós
Grandiosa presença que o fado soube tecer
No baile da vida nascida para vencer
Majestosa senhora de um reino em celebração
O salão se torna pequeno pro seu coração
O eco das palmas transborda a alma e a voz
Uma luz que emana e envolve a todos nós
Grandiosa presença que o fado soube tecer
No baile da vida nascida para vencer