(Intro – falado, batida entrando)
Ela chegou…
e o silêncio virou barulho.
(Verso 1)
Botina no chão levantando poeira
Olhar de quem não pede, só encara a vida inteira
Coração fechado, sorriso perigoso, sem pedir permissão
Entra na pista… vira explosão
Ela não corre atrás de quem não sabe ficar
Se for pra chegar, chega pra incendiar
Tem fogo no passo, liberdade no olhar
E quem duvidou… hoje corre pra alcançar
(Pré-refrão)
Não tenta prender o que nasceu pra voar
Tem alma selvagem, impossível domar
(Refrão – forte)
Ela é bruta, é fina, é raio no chão
Vira o jogo inteiro na palma da mão
Se ama demais, não aceita migalha
Se perde no som, mas nunca se falha
É fogo na pista, é gelo na mão
Não nasceu pra ser sombra de nenhum patrão
Se o mundo gira, ela gira também
Mas sempre no eixo do próprio vai e vem
(Verso 2)
Chapéu na cabeça, atitude no peito
Não pede licença, ela cria o seu jeito
Se falam demais, ela nem dá moral
Segue acelerando no próprio vendaval
Tem história marcada, mas não vira dor
Transforma passado em motor de valor
Se a vida bateu, ela mudou o final
Hoje ninguém toca no que é essencial
(Pré-refrão)
Não tenta prender o que nasceu pra voar
Tem alma selvagem, impossível domar
(Refrão – repetir)
Ela é bruta, é fina, é raio no chão…
(Final – crescente)
Se tentar segurar… vai ver ela sumir
Porque mulher assim nasceu pra existir… livre.