É o Amilton Boca de Égua no comando
Vivendo a correria, sempre improvisando
No embalo da oficina, no som do motor
Mais uma história sofrida do trabalhador
Levei o carro na oficina pra arrumar
Alternador queimado, começou a falhar
O mecânico olhou e falou sem emoção
“Tem que trocar o ralamento pra salvar a situação”
Paguei o bileto, achei que tava resolvido
Mas o cliente voltou todo enfurecido
Falou que não aceita, que o carro não ficou bom
Peguei o bileto de volta, que situação marrom
Fiquei sem ralamento, fiquei sem direção
Só dor de cabeça e pressão no coração
É o rap do Amilton, Boca de Égua na missão
Vivendo no sufoco mas sem perder disposição
No balcão da oficina é conversa toda hora
Um reclama da peça, outro quer ir embora
E o Amilton segurando a bronca sem parar
Enquanto o alternador insiste em descarregar
A vida é desse jeito, aprendizado na pista
Tem cliente complicado e mecânico otimista
Mas quem corre pelo certo nunca fica pra trás
Mesmo tomando prejuízo, o guerreiro sempre faz
Fiquei sem ralamento, fiquei sem direção
Só dor de cabeça e pressão no coração
É o rap do Amilton, Boca de Égua na missão
Vivendo no sufoco mas sem perder disposição
Boca de Égua acelerando na batida do grave
Transformando problema em história memorável
Entre oficina, motor e reclamação
Vai vivendo a vida com raça e disposição
Yeah…
Rap do ralamento
Rap do alternador
Rap da vida sofrida do trabalhador.