[INTRO]
Yeah...Ardunter Sengá...
Eles voltaram... reflexão
[REFRÃO]
Quem é o monstro? Quem decide a razão?
Quem carrega a verdade dentro da escuridão?
Cada um nasce da própria maldição
Mas todos caminham na mesma direção
Corre, Ardunter...
Corre da mentira...
Corre da ciência...
Corre da vida...
Porque quando o passado voltar pra cobrar
Nem o sangue de Iblis vai te salvar
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[VERSO 1 — PANAUE PANAIR]
Nasci sem enxergar, sem sentir, sem chorar
Enquanto o mundo ria eu aprendi a calcular
Eles me chamavam erro, defeito da criação
Então transformei meu corpo numa revolução
Universidades riram
Governos me negaram
Os médicos disseram:
"Nunca vão te curar"
Então eu fiz sozinho
Aquilo que ninguém fez
Injetei a própria cura
E renasci outra vez
Invisível aos anjos
Invisível ao inferno
Eu caminho entre monstros
Sem ser visto no inverno
Escuto a magia
Escuto a distorção
Meus ecos enxergam além da visão
Mas existe um homem
Que eu não consigo ocultar
Ardunter Sengá...
Você nasceu sem lutar
Eu sangrei pela força
Você ganhou por acaso
E continua jogando fora
O presente que caiu em seus braços
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[REFRÃO]
Quem é o monstro? Quem decide a razão?
Quem carrega a verdade dentro da escuridão?
Cada um nasceu da própria maldição
Mas todos caminham na mesma direção
Corre, Ardunter...
Corre da mentira...
Corre da ciência...
Corre da vida...
Porque quando o passado voltar pra cobrar
Nem o sangue de Iblis vai te salvar
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[VERSO 2 — DOUTORA CARMEM RORAIMA]
Eu tinha uma família
Um marido e quatro filhos
Uma vida construída
Sem monstros nos trilhos
Então eles vieram
E levaram tudo embora
Sangue nas paredes
E a morte naquela hora
Eu sobrevivi
Mas deixei um braço no chão
Enquanto o mundo inteiro
Chamava aquilo de ilusão
Me prenderam
Me chamaram de assassina
Mas ninguém entende
A dor que me domina
Se monstros existem
Então monstros eu farei
Criaturas de laboratório
Que jamais recuarei
Frankensteins marchando
Sintesoides avançando
Primatas despertando
Homúnculos surgindo
Não preciso de magia
Não preciso de oração
A ciência é minha arma
E a guerra minha missão
Você se diz humano?
Então prove, Ardunter
Porque todo sobrenatural
É uma ameaça gigante
E sem perceber...
Sem conseguir notar...
Eu caço o único filho
Que ainda conseguiu escapar
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[REFRÃO]
Quem é o monstro? Quem decide a razão?
Quem carrega a verdade dentro da escuridão?
Cada um nasceu da própria maldição
Mas todos caminham na mesma direção
Corre, Ardunter...
Corre da mentira...
Corre da ciência...
Corre da vida...
Porque quando o passado voltar pra cobrar
Nem o sangue de Iblis vai te salvar
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[VERSO 3 — NALDO DUQUE]
Eu não tinha poder
Eu não tinha destino
Era só mais um rosto
Perdido no caminho
Até que nos sonhos
Uma voz me encontrou
Rimgi Tupju sorriu
E conhecimento me entregou
Aprendi política
Aprendi manipulação
Como transformar mentiras
Em religião
A menina Girassol
Nunca deveria existir
Mas uma mentira perfeita
Pode fazer o mundo mentir
Você bateu no fantasma
E assumiu a cul