O meu destino vai sempre ser um trouxa na vida das pessoas. E não são culpa delas por eu me sentir assim. O errado sempre foi eu em ter um coração bom. Nunca me valorizei, quem dirá as pessoas. Hoje me olho no espelho e tenho vergonha de mim mesmo. Sempre que dizia sim, mesmo contrariando meu coração quando dizia não, por medo das pessoas irem embora. A realidade e que não devemos ter medo. Devemos sempre deixar a porta aberta. A escolha de quem quer ficar ou ir, não cabe a nós a decisão. Deixar ir também e um ato de amor a si mesmo. As vezes sofremos demais por tentar segurar o que nunca nos pertenceu. Tem gente que se aproveita da nossa bondade e tira proveito da situação. E quando não temos mais nada a oferecer, nos somos tratados como objetos. Nós usam quando somos úteis, e depois somos esquecidos em uma gaveta ou prateleira de algum móvel. Sempre fui a segunda opção de alguém. Nunca fui prioridade. Ao contrário de quem sempre eu valorizei, independente do que ia me oferecer. Não tenho muitos amigos de verdade. Se caso fosse contar os de verdade, me sobrariam dedos ainda. E triste ver que hoje valemos apenas pelo que nós oferecemos. Se temos utilidade, continuamos a servir, caso não seja mais útil, deixamos de ter valor. Hoje reconheço o meu valor. Quem quiser ficar só meu lado fica, quem não quiser que vá embora.