(Verso 1)
Sextou, perfume caro, camisa estampada
Postou no espelho: “hoje eu não devo nada”
No grupo dos amigos já mandou localização
“Se eu sumir no rolê, respeita minha missão”
Chega no bar sorrindo, todo desenrolado
Uma piscadinha aqui, outro beijo roubado
Todo mundo comenta: “esse cara tá voando”
Mas ninguém vê o Uber ele pegando chorando
(Pré-refrão)
Porque na rua ele é perigo
Mas no silêncio é só castigo
No story tá “vida loka”
Mas em casa abraça a roupa
(Refrão)
“Ô garçom, desce outra dose de emoção!
Porque beijo na boca não paga solidão!”
Livre, leve e apaixonado… por ninguém
Todo sábado é cem contatinhos e nenhum “meu bem”
“Ela me chama de amor, outra chama de neném…
Mas quem pergunta se eu cheguei em casa? Ninguém!”
(Verso 2)
Ele dança, ele canta, ele vive no auge
No direct tá parecendo Black Friday de saudade
Tem áudio de “sumida”, coração reagido
Mas no café da manhã é pão dormido
O vizinho já conhece o sofrimento
Escuta sofrência às três do apartamento
O cara é fenômeno na vida noturna
Mas dorme agarrado num travesseiro da turma
(Ponte)
E quando o álcool vai embora
A carência senta e chora
O rei da pegação confessa baixinho:
“Queria alguém pra dividir o miojinho…”
(Refrão final)
“Ô garçom, desce outra dose de emoção!
Porque beijo na boca não paga solidão!”
Livre, leve e desempedido
Mas emocionalmente meio falido
“Na balada eu sou patrão, faço o mundo inteiro rir…
Mas quando acaba o rolê, ninguém dorme aqui…”