RELATÓRIO FINAL
Verso 1]
Solitário e apavorado, com a lanterna na mão,
O sobrevivente lança olhares por toda a imensidão.
Mesmo cansado, mas movido pelo desejo de ajudar,
Encontra a caridade pura pronta para se entregar.
[Pré-Refrão]
(Entrada gradual da bateria e do baixo. A música ganha um pulso constante, gerando expectativa.)
Faz-se o impossível para conseguir vencer o dia,
À noite, ouve-se o SOS que a escuridão trazia.
Armando o peito com a força do querer salvar,
A esperança é a última que se permite apagar.
[Refrão]
(Explosão instrumental com guitarras e cordas. O ápice da energia da música.)
É o caos que se instalou nos quatro cantos do mundo
O grito de socorro ecoa na noite fria e surdo.
A água que pune é a mesma que salva quem tem sorte,
Traz o excesso em curvas que nos leva até a morte.
[Verso 2]
(A instrumentação recua ligeiramente para dar foco total à mensagem falada/cantada.)
Víve-se pelo reencontro de quem foi desaparecido,
Alimentando o sopro de vida do irmão perdido.
Mas a luta perde a cor no anúncio do jornal,
Quando as almas viram números no relatório final.
[Refrão]
(Repetição do ápice musical, agora com o foco geográfico crescendo em emoção.)
É o caos que se instalou nos quatro cantos do Brasil!
O grito de socorro ecoa na noite fria e sutil.
A água que pune é a mesma que salva quem tem sorte,
Traz o excesso em curvas que nos leva até a morte.
[Final / Outro]
(Os instrumentos silenciam um a um. A voz canta quase acapela, deixando o impacto das últimas palavras flutuando no ar.)
Vidas que se salvam... vidas que não estão sós...
Outras que se perdem pelo mundo só.
(Silêncio repentino)