Te vi nascer ao som de um tambor
Menina feito flor
Dos olhos do Rei
Oke Odan te fez princesa ancestral
É o meu carnaval, eu sei
Que nunca se curvou a tirania
Nas cinzas da ambição não Sucumbiu
Enfrentou a covardia
Banzo ê, banzo ê! É a saudade
Dor que “amarra” a liberdade
Num oceano de magia
“Salva a dor”, Bahia
Salvador, Bahia!
São tantas mulheres, marias que sobem o pelô
Alforria ecoou quando o nome foi prisão
Quitéria, Felipa e Joana
Aquelas da inspiração
Aquelas que o povo aclama
Bendita mulher… um novo destino: o Espírito Santo
Benedita, Axé! A força da mata que enxuga o pranto
Mãos que curam e acolhem
Geram vida e se benzem
Pra no plantio não ter gente
Ao lado, o amigo Chico Prego
Lutou pra ver Queimado levantar
Sou eu, Senhora Liberdade
Dou a minha identidade
Pro meu nome assinar
A Serra desceu pra te coroar
O sambão do povo é o seu altar
Aisha guerreira que venceu a sina
Rosas de Ouro tem a força feminina