Olha pro lado, observa a cidade,
será que todo mundo vive a mesma realidade?
De um lado, milhões, luxo e mansão,
do outro, tem gente contando moeda na mão.
Tem gente que nasceu tendo tudo na vida,
e tem gente que cresce procurando uma saída.
Enquanto uns escolhem o que querem comprar,
outros fazem mil contas antes de gastar.
“Acho que você já entendeu…
isso aqui é desigualdade social.”
Enquanto uns acumulam, outros vivem na pressão,
o dinheiro circula, mas não muda de direção.
Tem quem conte milhões sentado no seu sofá,
e tem quem trabalhe muito e ainda não consegue avançar.
Não é só sobre dinheiro ou sobre posição,
é sobre quem tem escolha e quem vive sem opção.
E quando a riqueza fica sempre no mesmo lugar,
fica difícil pra quem tá embaixo conseguir chegar.
A porta até se abre, mas não pra qualquer um,
tem gente sendo deixada pra trás por mais de um.
Sem escola, sem emprego, sem oportunidade,
como é que vai mudar se não existe igualdade?
Tem quem diga: “é só correr atrás, irmão”,
mas nem todo mundo começa do mesmo chão.
Se o caminho já começa com dificuldade,
isso também tem nome: exclusão social de verdade.
De um bairro pro outro, muda a situação,
num tem conforto, no outro falta condição.
Tem rua asfaltada, escola e hospital,
mas em outro canto ainda falta o essencial.
Não precisa de muro pra separar,
às vezes é o próprio espaço que começa a mostrar.
Olha pro mapa, tenta reparar:
o lugar onde você vive também pode revelar.
Quem tem mais oportunidade consegue chegar mais longe,
quem tem menos recurso muitas vezes se esconde.
E essa divisão que parece tão normal
tem um nome: segregação socioespacial.
Mas como saber se um lugar tá melhorando?
É aí que o IDH vem ajudando.
Não é só dinheiro que faz tudo mudar,
tem saúde e educação pra qualidade aumentar.
Renda, saúde e educação entram na avaliação,
três pontos importantes pra entender uma nação.
Não é só um número perdido no papel,
é uma forma de entender como vive o povo também.
Depois de tudo isso, talvez dê pra perceber:
por trás de cada número existe alguém pra viver.
Não é só estatística, não é só situação,
é gente de verdade procurando uma solução.
“Se todo mundo fosse cego, não tinha hipocrisia,
geral era feliz e o racismo não existia.”
Talvez a Vale MC tenha razão:
baixa visão, mente a milhão!
Nem todo mundo enxerga a realidade,
mas quem aprende a ver, percebe a desigualdade.