[Verso 1]
As águas já passaram do meu peito,
meu pé não acha chão para firmar.
Na lama funda, em vão procuro apoio;
meu grito sobe a Ti, Senhor, me escuta.
[Verso 2]
Me odeiam sem motivo, sem medida,
me acusam pelo que eu não fiz, meu Deus.
Meus próprios irmãos desviam o rosto,
e a casa que era minha me esqueceu.
[Pré-Refrão]
Meu coração se parte em silêncio,
mas ainda sabe a quem chamar.
[Refrão]
Ouve a minha voz, Senhor,
na tua graça vem me erguer.
Tu conheces cada lágrima,
tu não deixas o pobre se perder.
Quando a noite pesa sobre mim,
hei de cantar: Tu vais me salvar.
[Verso 3]
Puseram fel na mesa da minha fome,
vinagre amargo para eu beber.
Mas tua compaixão não se esgota,
teu rosto volta a me acolher.
[Ponte]
Cantarei teu nome entre os cansados,
minha esperança não se apagará.
Tu ouves o clamor dos que são pobres;
Sião ainda florescerá.
[Refrão Final]
Ouve a minha voz, Senhor,
na tua graça vem me erguer.
Tu conheces cada lágrima,
tu não deixas o pobre se perder.
Da água funda eu me levantarei,
hei de cantar: Tu vais me salvar.
[Outro]
Tu vais me salvar,
Sião florescerá.