🎵 SAUDADE DO LAGO
Estilo: Sertanejo raiz / Moda de viola
[Introdução — viola caipira]
Ponteia a viola, que hoje eu quero cantar,
Uma história da minha vida, que o tempo não vai apagar.
São lembranças tão bonitas, que me fazem suspirar,
Do meu tempo de menino, que eu queria reviver e voltar.
[Verso 1]
Sou filho do interior, criado junto à natureza,
Onde a vida era mais simples, mas sobrava riqueza.
Eu gostava de andar a cavalo, sentir o vento no rosto,
E tomar banho num lago de água cristalina,
Sem conhecer o luxo, mas com alegria genuína.
[Verso 2]
Na sombra de uma árvore, eu parava pra descansar,
Ouvindo o canto dos pássaros e as águas a murmurar.
Minha infância era tão linda, não precisava de dinheiro,
Minha riqueza era a família e aquele chão brasileiro.
Hoje eu vivo na cidade, tanta coisa se transformou,
Mas a saudade daquele tempo nunca me abandonou.
Fecho os olhos por um instante, volto a ser aquele menino,
Correndo livre pela estrada, abraçado ao meu destino.
[Refrão]
Ai, que saudade do lago, da água limpa a correr,
Do meu cavalo companheiro, tanta história pra viver.
Ai, que saudade do mato, do cantar do sabiá,
Do meu ranchinho querido, onde eu queria estar.
Ai, que saudade do tempo que não volta nunca mais,
Das manhãs lá no terreiro e das noites de paz.
Se Deus me desse a chance de voltar naquele lugar,
Eu largava tudo agora, só pra poder recomeçar!
[Verso 3]
Lembro a cerca de madeira, o terreiro e o cafezal,
O cheiro da terra molhada depois da chuva no quintal.
Minha mãe chamando pra dentro, quando o sol ia se esconder,
E meu pai contando histórias que eu gostava de aprender.
Não havia tanta pressa, nem motivo pra correr,
A felicidade era simples, era só a gente viver.
Hoje eu tenho tantas coisas, mas confesso com emoção:
Falta aquele mundo antigo que mora no meu coração.
[Ponte — viola suave, voz emocionada]
Se um dia eu voltar praquelas bandas,
Quero o lago novamente encontrar.
Quero montar meu cavalo pelas estradas
E sentir aquele vento no rosto passar.
Quero ouvir o silêncio da roça,
Ver o sol se deitar no sertão.
Pois o tempo levou minha infância,
Mas não leva as raízes do meu coração!
[Refrão final — voz forte e emocionante]
Ai, que saudade do lago, da água limpa a correr,
Do meu cavalo companheiro, tanta história pra viver.
Ai, que saudade do mato, do cantar do sabiá,
Do meu ranchinho querido, onde eu queria estar.
Ai, que saudade do tempo que não volta nunca mais,
Das manhãs lá no terreiro e das noites de paz.
Se Deus me desse a chance de voltar naquele lugar,
Eu largava tudo agora, só pra poder recomeçar!
[Final — viola caipira, voz emocionada]
Sou filho do interior, disso nunca vou esquecer,
Foi naquele chão tão simples que aprendi a viver.
E se um dia a minha história neste mundo terminar,
Quero que minhas cinzas sejam levadas pro lugar...
Onde o lago ainda me espera,
Onde a brisa vem soprar,
Onde fui feliz de verdade...
Meu sertão, meu lar, meu lugar!