— Sou filho do interior, criado junto à natureza, onde a vida era mais simples, mas sobrava riqueza. Eu gostava de andar a cavalo, sentir o vento no rosto, e tomar banho naquele lago, que era meu maior gosto. Parte 2 — A água limpa refletia o céu azul do meu sertão, e eu nem imaginava que um dia vinha a separação. Eu era apenas um menino, sem maldade e sem vaidade, não sabia que o tempo levava a felicidade. Parte 3 — Hoje passo os meus dias no barulho da cidade, no meio de tanta gente, carregando essa saudade. Quando fecho os meus olhos, volto a ser aquele menino, correndo livre pela roça, sem pensar no meu destino. Parece que ainda escuto o meu cavalo relinchar e o barulhinho das águas me chamando pra nadar. Mas abro os olhos chorando, vejo que tudo mudou, o menino ficou no passado e o tempo não perdoou. Refrão: Ai, que saudade do lago, que saudade do meu chão, hoje a água é só lembrança que transborda o coração. Ai, quem me dera ser menino, nem que fosse por um dia, pra voltar naquele lago, onde eu tinha alegria. Se eu pudesse comprar o tempo, dava tudo o que eu ganhei, só pra viver mais uma vez a infância que eu deixei. Parte 5, final chorado: Sou filho do interior, disso me orgulho demais, mas tem dias que a saudade me tira até a paz. O lago ficou pra trás, minha infância também, e a riqueza que eu tinha não se compra com ninguém. Minha infância foi embora, mas a saudade... essa nunca vai embora também.