[Intro]
[Verse]
O relógio na parede ainda marca o compasso
De um tempo que parou dentro do seu quarto
Seu casaco pendurado no gancho da porta
Guarda um cheiro de vida que a memória corta
As fotografias de infância perdem o brilho
Nesse trilho torto que o destino traçou
Ficou o silêncio onde havia o teu riso
E um abismo profundo que o peito herdou
[Chorus]
Por que as flores mais raras secam no orvalho
Antes mesmo de o sol encontrar o quintal
Sua ausência é um peso, um corte, um retalho
De um livro rasgado no ponto final
Eu procuro teu rosto em cada chegada
Mas a casa é um deserto sob o luar
Irmão, essa dor é uma estrada fechada
Que eu aprendo, aos soluços, a caminhar
[Bridge]
Se existissem degraus feitos de saudade
Eu subiria agora até te alcançar
Pra questionar a pressa da eternidade
Em roubar o teu brilho do meu olhar
O futuro era um plano traçado a giz
Que a chuva da sorte resolveu apagar
[Verse]
Seus brinquedos guardados criam poeira
Pequenos vestígios de um sonho infantil
A vida seguiu de qualquer maneira
Mas deixou no meu peito um imenso vazio
Olho pro céu procurando um sinal
Alguma resposta que acalme o tormento
De saber que o adeus foi algo fatal
E que o nosso abraço virou pensamento
[Pre-Chorus]
A noite se estica, o frio aperta
A porta do mundo continua aberta
Mas falta a batida dos teus passos no chão
Falta a metade do meu coração
[Chorus]
Por que as flores mais raras secam no orvalho
Antes mesmo de o sol encontrar o quintal
Sua ausência é um peso, um corte, um retalho
De um livro rasgado no ponto final
Eu procuro teu rosto em cada chegada
Mas a casa é um deserto sob o luar
Irmão, essa dor é uma estrada fechada
Que eu aprendo, aos soluços, a caminhar
[Chorus]
Por que as flores mais raras secam no orvalho
Antes mesmo de o sol encontrar o quintal
Sua ausência é um peso, um corte, um retalho
De um livro rasgado no ponto final
Eu procuro teu rosto em cada chegada
Mas a casa é um deserto sob o luar
Irmão, essa dor é uma estrada fechada
Que eu aprendo, aos soluços, a caminhar
[Outro]