Lembrando o tempo de criança
Quando eu ia para o interior
Passava os dias na casa dos avós
A mãe saía para visitar os parentes
E com os velhinhos, ficávamos só nós.
Tempo bom de brincadeira na infância
Colhendo fruta direto no pé
Laranja, bergamota e pêssego maduro
Pescarias, caça de bodoque
Montando no lombo do porco no escuro
E o bicho tentava morder, eu corria pro muro.
Tudo era bom, a vida era arte
Mas a companhia dos meus avós
Era sempre a melhor parte!
Que saudades do meu vô, que saudades da minha vó
Tão simples, tão humilde, mas eu nunca estava só.
Minha vó sempre vinha me agradar
Com o cheiro bom que vinha da cozinha
Bolinho de chuva e galinha frita
Na panela de ferro que ela mantinha
E o queijo derretendo na boca do fogão a lenha.
Meu avô era um homem sério
Mas quando ficávamos a sós, revelava o mistério
O velho mudava, me dava atenção
Me ensinou brincadeira com os bichos do chão
Homem sábio que me tratava como filho caçula
Me deu carinho, amor e proteção.
Tudo era bom, a vida era arte
Mas a companhia dos meus avós
Era sempre a melhor parte!
Que saudades do meu vô, que saudades da minha vó
Tão simples, tão humilde, mas eu nunca estava só.
Minhas duas avós, tão carinhosas
Me mimavam de um jeito sem igual
Era leite tirado direto da vaca
Pão caseiro com manteiga, broa de milho no quintal
E o biscoito caseiro feito com calor
Um carinho puro que me ensinou o valor.
Minha infância foi simples, bem humilde eu sei
Mas de todas as alegrias que um dia aproveitei
A vivência com meus avós foi o que de melhor restou...
Que saudades da minha vó.
Que saudades do meu vô.