[Verso 1]
A cadeira ainda guarda o teu lugar
E a xícara lascada, o nosso café
No portão, a tarde custa a terminar
Desde que você foi sem olhar pra trás
[Pré-Refrão]
Guardei teu bilhete dentro do livro
Que eu nunca consegui devolver
Tem coisa que o tempo não leva consigo
Tem nome que a boca insiste em dizer
[Refrão]
Sem mim, você vai seguir teu caminho
Sem você, eu aprendo a ficar
Mas se a saudade bater de mansinho
Eu deixo a janela encostada no ar
Sem mim, talvez tudo fique mais fácil
Pra nós dois fingirmos que foi natural
Mas há um pedaço da casa em silêncio
Que ainda espera o teu sinal
[Verso 2]
A chuva de abril lavou o quintal
Mas não apagou teu risco no chão
Aquela canção no rádio local
Me encontra desprevenida na contramão
[Pré-Refrão]
Guardei teu bilhete dentro do livro
Que eu nunca consegui devolver
Tem coisa que o tempo não leva consigo
Tem nome que a boca insiste em dizer
[Refrão]
Sem mim, você vai seguir teu caminho
Sem você, eu aprendo a ficar
Mas se a saudade bater de mansinho
Eu deixo a janela encostada no ar
Sem mim, talvez tudo fique mais fácil
Pra nós dois fingirmos que foi natural
Mas há um pedaço da casa em silêncio
Que ainda espera o teu sinal
[Ponte]
Não te peço que volte por pena
Nem que mude o que já se desfez
Só queria que soubesse: na mesa
Ainda cabe o que a gente não fez
[Refrão Final]
Sem mim, você vai seguir teu caminho
Sem você, eu aprendo a ficar
E se a saudade bater de mansinho
Talvez eu já não corra pra janela olhar
Sem mim, talvez tudo fique mais fácil
E eu vou descobrir que também sou capaz
Mas há lembranças que dormem tão perto
Que a gente só entende quando deixa em paz
[Outro]
A cadeira ainda guarda o teu lugar
Mas hoje eu consigo passar sem parar