A gente dormiu no mesmo chão,
Dividiu mesmo que um só pão
Sete filhos de um homem só,
Como corda velha reforça com nó
Meu pai se foi há quase vinte anos,
Levou a união que tanto regou
Todos saíram com seus planos
Nosso amor enfim esfriou
Quem tá lá em cima tá chorando,
vendo seus filhos
Que hoje vivem como estranhos.
A gente é filho da fome vencida,
Filho do chão compartilhado, de uma vida sofrida.
Hoje eu enterro essa divisão,
Minha porta tá aberta, é minha decisão.
Meu violão tá afinado,
Meu braço estendido, como o pão dividido
Sete filhos, sete histórias,
Onde venceremos a ignorância na lembrança
de nossa infância.
Sete filhos, um chão de sala,
A alegria que tira a fome,
Num copo de limonada