[Intro]
[Verse]
O asfalto morde o que sobrou da sola
O sereno desce, a esperança cega
Entre becos onde o silêncio isola
A sombra avança e o destino nega
Cicatriz no rosto é mapa de guerra
Cada passo em falso é um precipício
O cansaço pesa, o peito se encerra
Viver aqui exige o sacrifício
[Pre-Chorus]
Vultos cruzam o ferro da grade
O medo tem cheiro de pólvora e lama
No coração dessa selva de grade
Só sobrevive quem suporta a chama
[Chorus]
Sobrevivência escrita em sangue e poeira
A redenção custa o preço do erro
Na escuridão, a última fronteira
Arranco a vida desse pesadelo
A dor ensina o que a sorte esconde
O asfalto quente não perdoa o rastro
Se o céu se cala, o asfalto responde
Sou o sobrevivente, sou o próprio castro
[Verse]
Olhares cortantes, navalha no escuro
Troco o cansaço por mais um fôlego
Bati de frente com o concreto duro
Digerindo o amargo desse veneno
Lavei a alma na chuva escassa
Limpei o rastro da queda antiga
O que me fere, hoje me abraça
Pois a derrota se tornou amiga
[Bridge]
Perdão não vem de mãos estendidas
Vem do esforço de erguer o corpo
Entre as ruínas das horas perdidas
Encontro o porto no mar do sufoco
[Chorus]
Sobrevivência escrita em sangue e poeira
A redenção custa o preço do erro
Na escuridão, a última fronteira
Arranco a vida desse pesadelo
A dor ensina o que a sorte esconde
O asfalto quente não perdoa o rastro
Se o céu se cala, o asfalto responde
Sou o sobrevivente, sou o próprio castroFumaça e vácuo
O peito batendo
Sob a sombra
Eu sigo nascendo
Sobrevivendo
Sobrevivendo