(Intro)
Yeah…
Mais um dia na comunidade…
Mais uma mãe chorando…
Mais um jovem sem oportunidade…
(Verso 1)
Hoje eu acordei ouvindo tiro na favela,
Criança com medo olhando pela janela,
Enquanto político promete solução,
O povo continua sofrendo sem atenção.
Tem comida faltando dentro do barraco,
Mas na televisão tá tudo perfeito no retrato,
Difícil acreditar nesse sistema desigual,
Onde o pobre sofre e o rico acha normal.
Polícia sobe a favela de fuzil na mão,
Tratando trabalhador como suspeito então,
Moleque sonhando ser jogador ou doutor,
Mas cresce vendo violência, medo e dor.
(Refrão)
Esse é o trap consciente da realidade,
Voz da favela contra desigualdade,
Enquanto existir injustiça nesse chão,
Eu vou rimar com verdade no coração.
Não é só música, é sobrevivência,
Cada verso carrega resistência,
Pra mostrar pros menor da comunidade,
Que ainda existe esperança na verdade.
(Verso 2)
Vi mãe sem mistura dividindo o pão,
Pai desempregado perdido na depressão,
Vi amigo indo cedo pro caminho errado,
Porque o sistema nunca deu outro lado.
Racismo escondido atrás de um sorriso,
Julgam pela roupa, pela cor e endereço,
Mas ninguém conhece a luta diária,
De quem vive na periferia precária.
Mesmo assim eu continuo acreditando,
Que um dia tudo isso vai mudando,
E cada criança que ouvir minha canção,
Vai entender que nasceu pra superação.
(Ponte)
Favela também tem talento e cultura,
Tem gente de bem vivendo na luta dura,
Só queremos respeito e oportunidade,
Pra viver em paz com dignidade.
(Refrão Final)
Esse é o trap consciente da realidade,
Voz da favela contra desigualdade,
Enquanto existir injustiça nesse chão,
Eu vou rimar com verdade no coração.
Não é só música, é sobrevivência,
Cada verso carrega resistência,
E enquanto houver sofrimento na nação,
A favela nunca vai ficar sem voz não.