Caminhei por trilhas cobertas de fumaça
Buscando no copo o que a alma não acha
A noite era um manto bordado de luzes falsas
Enquanto a verdade fugia em passos de valsas
Vendi meus dias por promessas de vidro
Deixando no vácuo o grito do que era querido
O tempo passou como um rio que corta a terra
Fiquei no deserto perdendo toda essa guerra
Tranquei as portas que davam pro altar sagrado
Deixei meus herdeiros na curva do meu pecado
O brilho das festas sumiu na neblina fria
Sobrou o silêncio onde a música antes batia
Vi que tudo o que eu tinha era pura ilusão
Um sopro de poeira na palma da mão
Agora que as rugas desenham meu rosto cansado
Eu busco o perdão pelo rastro deixado
Quero as mãos dos meus filhos de volta no peito
E a paz do Senhor para curar meu defeito
O orgulho caiu como um muro de areia fina
A solidão morde e a saudade me ensina
Não há mais prazer na garrafa ou no vício
Só resta o desejo de um novo início
Dobro os joelhos no chão que um dia desprezei
Contando as feridas de tudo que não zelei
As sombras da sala parecem me questionar
Se ainda há tempo de aprender a amar
A família é um porto que eu vi de longe sumir
Mas hoje eu tento o caminho pra reconstruir
A idade avançada traz o peso do erro
Mas também a luz que me tira do enterro
Vi que tudo o que eu tinha era pura ilusão
Um sopro de poeira na palma da mão
Agora que as rugas desenham meu rosto cansado
Eu busco o perdão pelo rastro deixado
Quero as mãos dos meus filhos de volta no peito
E a paz do Senhor para curar meu defeito
Vi que tudo o que eu tinha era pura ilusão
Um sopro de poeira na palma da mão
Agora que as rugas desenham meu rosto cansado
Eu busco o perdão pelo rastro deixado
Quero as mãos dos meus filhos de volta no peito
E a paz do Senhor para curar meu defeito