Na Solidão do Meu Carro
Verso 1
O motor ronca, mas o som é vazio
A estrada segue, sem rumo ou desvio
Vidro fechado, o mundo lá fora passa
Cada rosto visto, uma sombra que esvai
No banco ao lado, só o ar que se move
Lembranças soltas que o tempo não resolve
Rádio ligado, mas a voz não me alcança
Só eu e a estrada, nessa longa distância
Refrão
Na solidão do meu carro, eu me encontro e me perco
Cada curva é um eco do que já não tenho mais
O asfalto é um rio que leva e traz saudade
Dentro desse pequeno mundo, a verdade é toda minha
Sem pressa de chegar, só o silêncio a me guiar
Na solidão do meu carro, é onde eu sei estar
Verso 2
Chove lá fora, risca o vidro a chuva fria
Cada gota é um verso que a tristeza escrevia
Mãos no volante, olhar fixo no horizonte
Pensamentos voam, bem mais além da ponte
Paro no sinal, vejo gente a caminhar
Cada um tem sua história, seu jeito de amar
E eu aqui dentro, protegido do mundo
Sentindo tudo, mas parecendo mudo
Refrão
Na solidão do meu carro, eu me encontro e me perco
Cada curva é um eco do que já não tenho mais
O asfalto é um rio que leva e traz saudade
Dentro desse pequeno mundo, a verdade é toda minha
Sem pressa de chegar, só o silêncio a me guiar
Na solidão do meu carro, é onde eu sei estar
Às vezes é fuga, às vezes é abrigo
Lugar onde o peito fala sem perigo
Não é tristeza, nem é desespero
É só um momento de ver o que é verdadeiro
Quando a porta abre, o mundo volta a ser
Mas dentro dessas linhas, eu pude me entender
Na solidão do meu carro, eu me encontro e me perco
Cada curva é um eco do que já não tenho mais
O asfalto é um rio que leva e traz saudade
Dentro desse pequeno mundo, a verdade é toda minha
Sem pressa de chegar, só o silêncio a me guiar
Na solidão do meu carro, é onde eu sei estar
O motor se cala, cheguei ao fim da linha
Mas a estrada na alma, essa nunca termina
Saio devagar, levo o que aprendi
Na solidão do meu carro, eu pude existir.
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