Não somos donos de nós mesmos, não
Somos outros dos outros, de coração
Tudo o que temos, tudo o que somos
Depende de quem nos estende a mão
Até o último banho, o descanso final
Viver é saber que não andamos só
Ninguém faz o caminho sozinho, afinal
Se a humanidade entendesse essa verdade
A vida seria mais leve, mais igual
Quanto mais longe você fica do irmão
Mais pesada fica a sua jornada
Quebrar a corrente que nos une
É abrir porta pra tempestade entrar
É se perder na própria estrada
Se colocar no lugar do outro é saber amar
Sentir a dor alheia, poder amenizar
Não diminua quem você precisa, não!
O preconceito é a sua própria derrota
União é o compasso que nos faz caminhar
Somos outros dos outros, vamos nos cuidar!
Enxugar uma lágrima, estender a mão
Dizer “estou aqui” — isso tem valor
Não entendo a arrogância, pra quê?
Somos iguais, só mudam as oportunidades
Se o amor fosse nossa arma
E o perdão o nosso remédio
Acabaria tanta vaidade
A violência é só um pedido de socorro
De quem vive perdido na escuridão
Estar no escuro é viver sem razão
Sem ver no outro a própria salvação
Ninguém é melhor por ter mais ou menos
Somos elos de uma mesma ligação
Um só coração, uma só direção
Somos outros dos outros
Vamos nos amar...
Somos outros dos outros
Vamos nos cuidar