(Tom: suave, calmo, melódico — como uma confissão baixinho)
Verso 1
Se eu disser o quanto te amo,
parecerá algo simples, quase vão;
como quem repete o óbvio,
sem saber que o amor é mais do que a voz,
é o que pulsa em cada respiração.
Guardo em silêncio essa verdade,
não por medo, mas por respeito:
palavras leves podem parecer bobas,
mas dentro de mim, têm peso de destino.
Verso 2
Quero ser o teu abrigo seguro,
o refúgio onde a dor não chega;
ser a proteção que te envolve,
mesmo quando o mundo se desfaz.
Se um dia houver distância ou perda,
saiba que o amor não se desfaz:
ele fica na memória, imóvel,
como marca que o tempo não apaga.
Refrão
No silêncio também te falo,
no sorriso que não se explica,
na lembrança que me acompanha
a cada passo que eu dou.
Estou presente mesmo quando não me vês,
te amo com uma calma imensa —
um amor que não precisa de gritos,
apenas de ser sentido, compreendido.
Verso 3
Não uso frases feitas nem palavras ruidosas;
escolho termos que vêm da alma:
ternura, constância, vínculo, memória,
amparo, entrega, eternidade.
São palavras que não se dizem sempre,
mas carregam tudo o que sinto:
que te amo além do que se vê,
além do que se pode explicar.
Ponte
Se parecer modesto ou até sem graça,
saiba que é o meu jeito de amar:
não é o que se ouve, mas o que se sente,
não é o que se diz, mas o que se vive.
Te dou o meu coração em cada verso,
para que ele te acompanhe sempre.
Final
E assim, sem alarde, sem pressa,
eu te declaro:
és a minha presença mais querida,
o meu amor mais verdadeiro.