[Intro]
[Verse]
O sol deita o corpo no telhado de zinco
Onde o tempo esqueceu de passar depressa
Lembro do gosto da fruta colhida no trinco
E daquela conversa de varanda sem pressa
As fotografias perderam a cor nas bordas
Mas o cheiro da terra molhada não some
A memória dedilha as velhas cordas
De um sentimento que nem tem mais nome
[Chorus]
É um abraço que a alma dá no passado
Um nó na garganta que a gente desmancha
O vulto de um riso que ficou guardado
Nessa correnteza que o agora não estancha
A saudade é o rastro da luz na vidraça
A herança do que foi bonito e se foi
Um resto de brisa que ainda nos abraça
E no peito vazio de repente remoi
[Chorus]
É um abraço que a alma dá no passado
Um nó na garganta que a gente desmancha
O vulto de um riso que ficou guardado
Nessa correnteza que o agora não estancha
A saudade é o rastro da luz na vidraça
A herança do que foi bonito e se foi
Um resto de brisa que ainda nos abraça
E no peito vazio de repente remoi
[Bridge]
Onde andará o menino que corria descalço
Onde se escondeu o brilho do olho atento
O mundo girou e me trouxe pro asfalto
Mas meu alicerce ainda sopra no vento
Não é tristeza é só vontade de volta
De reviver o que a pressa deixou pra trás
A porta da lembrança nunca se tranca
E o que foi vivido não se esquece jamais
[Verse]
A casa de infância hoje é de outra gente
Os muros cresceram e o jardim mudou
Mas dentro do peito o pulsar é latente
Daquela pureza que o dia carregou
Olho pro espelho e busco o vestígio
Das mãos calejadas de tanto brincar
A vida é um palco sem nenhum prestígio
Se a gente não souber como recordar
[Chorus]
É um abraço que a alma dá no passado
Um nó na garganta que a gente desmancha
O vulto de um riso que ficou guardado
Nessa correnteza que o agora não estancha
A saudade é o rastro da luz na vidraça
A herança do que foi bonito e se foi
Um resto de brisa que ainda nos abraça
E no peito vazio de repente remoi
[Chorus]
É um abraço que a alma dá no passado
Um nó na garganta que a gente desmancha
O vulto de um riso que ficou guardado
Nessa correnteza que o agora não estancha
A saudade é o rastro da luz na vidraça
A herança do que foi bonito e se foi
Um resto de brisa que ainda nos abraça
E no peito vazio de repente remoi
[Outro]