Tá na, tá na rua!
Os correria pronto pra começar!
Mais um dia de batalha,
Mais uma noite pra trampar!
[Verso 1]
Tá na rua os correria, prontos pra começar,
Sai de casa de manhã, sem saber se vai voltar.
Deixa a família em casa, pega a moto e vai rodar,
Arriscando a própria vida só pra conta poder pagar.
Escapa de fechamento, carro vindo sem olhar,
Motorista usando o celular, quase faz o cara voar.
Tem buraco, tem trânsito, tem chuva pra enfrentar,
E ainda tem bandido querendo a moto pra levar.
Sirene vem chegando, polícia manda encostar,
Nessa vida de motoca todo dia é um lutar.
Não é moleza não, irmão, você pode acreditar,
Cada entrega é uma batalha, cada corrida é um azar.
[Refrão]
Tá na rua, tá na rua, os correria vão rodar,
Debaixo de sol e chuva, ninguém pode reclamar.
Pelo pão de cada dia, pela família pra cuidar,
Motoboy não é máquina, também quer chegar pra jantar!
Tá na rua, tá na rua, acelerando sem parar,
Se o mundo fecha a porta, a gente aprende a desviar.
É trabalho, é sacrifício, é coragem pra encarar,
Respeita o motoboy, que ele só quer trabalhar!
[Verso 2]
E ainda tem morador que gosta de tumultuar,
“Moço, sobe lá pra cima, vem aqui me entregar.”
Meu parceiro, eu sou entrega, não sou seu particular,
Se quiser receber seu pedido, pode vir pra retirar.
“Mas é rapidinho!” — rapidinho vai virar,
Mais cinco minutos preso, outra entrega vai atrasar.
“Não posso descer, meu senhor!” — então vai ter que esperar,
Levanta a porra do bunda do sofá e desce pra buscar!
Desce na portaria, pega o lanche e pode subir,
Enquanto isso tem motoca tendo entrega pra cumprir.
Se atrasar, o aplicativo começa a descontar,
Mas ninguém vê o sufoco que o motoboy tem que passar.
[Ponte]
É capacete na cabeça, documento no bolso,
Celular no suporte e o coração nervoso.
Cada esquina uma história, cada rua uma missão,
Motoboy vive na raça, acelerando a profissão.
Não quero luxo, não quero fama,
Só quero voltar inteiro pra minha cama.
Dinheiro honesto, suor no rosto,
Mais um dia vencido, esse é o nosso propósito.
[Refrão]
Tá na rua, tá na rua, os correria vão rodar,
Debaixo de sol e chuva, ninguém pode reclamar.
Pelo pão de cada dia, pela família pra cuidar,
Motoboy não é máquina, também quer chegar pra jantar!
Tá na rua, tá na rua, acelerando sem parar,
Se o mundo fecha a porta, a gente aprende a desviar.
É trabalho, é sacrifício, é coragem pra encarar,
Respeita o motoboy, que ele só quer trabalhar!
[Final]
Então respeita o motoca quando ele chegar,
Ele deixou a própria casa só pra te entregar.
Pode ser iFood, mercado ou qualquer lugar,
Por trás daquela mochila tem alguém pra sustentar.
Tá na, tá na rua!
Os correria vão rodar!
Capacete na cabeça,
E fé pra voltar!
Motoboy não é invisível!
Motoboy também tem família!
É nóis na correria!