(Verso 1)
Na curva do tempo, o passo desacelera,
Ficou no passado a velha janela,
Onde a tarde caía sem pressa de ir,
E a gente sabia o valor de sorrir.
A porta aberta, a praça vazia de pressa,
Uma paz mansa que o peito não esquece e não cessa.
(Pré-Refrão)
O mundo mudou de cor e de tom,
E a gente perdeu o que era tão bom...
(Refrão)
Ah, saudade de um tempo de calma,
De abraço apertado e sem fim,
Onde a vida cabia num gesto,
E o tempo sorria pra mim.
Sem telas, sem pressa, na alma,
Guardando no peito a calma.
(Verso 2)
O rádio tocando na sala de piso encerado,
O café fumegando no canto guardado,
A conversa macia estendida na calçada.
Eram passos lentos, mas firmes no chão,
Trazendo a paz pro meu coração.
(Ponte)
A noite vai alta, o fardo desaba,
E a mente descansa na paz que não acaba.
Longe da pressa, do mundo de vidro,
Onde o coração bate manso e querido.
Imaginar um mundo melhor,
Traz paz e alegria pro chão,
Um sopro de luz e de calma,
Guardado no meu coração.
(Refrão)
Ah, saudade de um tempo de calma,
De abraço apertado e sem fim,
Onde a vida cabia num gesto,
E o tempo sorria pra mim.
Sem telas, sem pressa, na alma,
Guardando no peito a calma.
(Outro -)
Essa imagem que a mente recorda,
A infância que o peito guardou,
Uma vida mansa, com paz,
A brisa que a dor acalmou.
Só a casinha na beira do rio,
Embaixo da árvore
Com o pé na corrente,
e a mente contente,
E esse sossego...
Batendo no peito da gente.