[Intro]
Quarto escuro
Relógio grita
Corpo fraco
Alma aflita
[Verse 1]
Eu lembro o dia, laudo frio, cara tensa
Médico falando baixo, eu travado na presença
Os plano tudo em pausa, vida toda em suspensão
Meu mundo em preto e branco, coração em repetição
Tailândia na mente, passagem na gaveta
Praia, sol na pele, aquela brisa que completa
Mas eu preso em corredor cheirando a álcool
Sonhando em tá descalço num mercado caótico
Noite vira guerra, olho aberto, sem repouso
Insônia me abraçando, pensamento venenoso
“Será que eu volto ao normal algum dia?”
Grudado na poltrona, negociando com a agonia
[Chorus]
Saudade da vida simples, de andar na rua à toa
De rir alto no bar, de sentir o vento à toa
Perdi tanto tempo, mas tô vivo, eu insisto
Gratidão pela dor que lapidou o que eu visto
Eu caí, quase fui, mas fiquei de pé
Hoje eu celebro cada passo que a doença não levou de vez
[Verse 2]
Sessão atrás de sessão, corpo frágil, mente ativa
Aprendi a conversar com a sombra mais agressiva
Quando eu fechava o olho, via o pôr do sol distante
Areia quente em Phuket, horizonte flamejante
Lágrima na máscara, enfermeira dá um sorriso
Diz “um dia cê vai rir disso”
E eu pensando no meu povo, família em oração
Mensagem no celular, “tamo junto, meu irmão”
As cicatriz viraram mapa do caminho
Cada marca me lembrando que eu nunca estive sozinho
Resiliência não nasceu bonita, veio na pancada
Mas hoje cada madrugada tem aurora reservada
[Chorus]
Saudade da vida simples, de andar na rua à toa
De rir alto no bar, de sentir o vento à toa
Perdi tanto tempo, mas tô vivo, eu insisto
Gratidão pela dor que lapidou o que eu visto
Eu caí, quase fui, mas fiquei de pé
Hoje eu celebro cada passo que a doença não levou de vez
[Bridge]
Quero recuperar as conversa que faltou
Os abraços atrasados, o rolê que não rolou
Se o tempo não volta, eu corro junto do presente
Brindo à fragilidade que me fez ser diferente (hey)
[Chorus]
Saudade da vida simples, de andar na rua à toa
De rir alto no bar, de sentir o vento à toa
Perdi tanto tempo, mas tô vivo, eu insisto
Gratidão pela dor que lapidou o que eu visto
Eu caí, quase fui, mas fiquei de pé
Hoje eu agradeço cada dia que o coração ainda escreve em voz de fé